Categoria: 6. Redes e Comunicações

  • Manual ITED – 2ª edição – Entrada em Vigor

    Manual ITED – 2ª edição – Entrada em Vigor

     

    ITED 2 Edição - Novembro 20099

     

    A ANACOM aprovou, por deliberação de 25 de Novembro de 2009, os textos finais do manual das prescrições e especificações técnicas das infra-estruturas de telecomunicações em edifícios (Manual ITED – 2ª edição), bem como do manual das prescrições e especificações técnicas das infra-estruturas de telecomunicações em loteamentos, urbanizações e conjuntos de edifícios (Manual ITUR – 1ª edição), que entrarão em vigor a 1 de Janeiro de 2010.
    {include_content_item 526} Todavia, a ANACOM decidiu estabelecer um período transitório para a 2ª edição do Manual ITED, que prolongará até 31 de Março de 2010, durante o qual serão considerados válidos os projectos técnicos de infra-estruturas de telecomunicações em edifícios efectuados de acordo com as anteriores prescrições e especificações técnicas (Manual ITED – 1ª edição). Para o efeito, é considerada a data de entrada dos projectos nas Câmaras Municipais, nos casos referidos no artigo 71º (ITED abrangida em processo de licenciamento ou de comunicação prévia) do Decreto-Lei n.º 123/2009, de 21 de Maio, ou a data de conclusão do projecto, expressamente referida no termo de responsabilidade, nos casos referidos no artigo 72º (ITED não abrangida em processo de licenciamento ou de comunicação prévia) do citado diploma.

    Consulte:

    Aprovação final do manual ITED (2ª edição) e do manual ITUR (1ª edição)
    Publicação: 27.11.2009
    Autor: ANACOM
    Informação completa em: http://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=995892

  • Acrónimos e Abreviações Wi-Fi

    Acrónimos e Abreviações Wi-Fi

    802.11 is full of abbreviations and accronyms. Knowing what the abbreviations and acronyms mean will facilitate understanding wireless lan networking and related technologies.

    Abbreviations and Acronyms

    ACK acknowledgment
    AID association identifier
    AP access point

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  • TDT – televisão Digital Terrestre

    TDT – televisão Digital Terrestre

     
    HDTV, DVB-T, HDMI 1.3, MPEG-4, Multiplex, Gap Filler, TDT, Simulcast, DAT… Terminologias que, com maior ou menor dificuldade, entrarão no vocabulário do telespectador português. São termos e acrónimos directamente ligados à Televisão digital Terrestre, tecnologia que, finalmente, em 29 de Abril, estará disponível no éter português. Como último país da comunidade Europeia a disponibilizar o serviço de televisão digital terrestre (TDT) partimos atrasados para a meta definida ao nível das instâncias comunitárias: Ano de 2012 – Switch off. Ou seja passado o 2012 não poderão continuar a existir emissões analógicas de TV em território europeu.
     

     
  • Planeamento de Redes Celulares

    Planeamento de Redes Celulares

    Planeamento de Redes Celulares

    Porque esta é uma área pela qual tenho especial interesse, resolvi partilhar o trabalho prático da cadeira de Planeamento de Redes Celulares do Curso de Formação Especializada da Universidadede Aveiro. Apesar de ser um trabalho académico tem uma componente prática muito grande e uma elevada aproximação à realidade daquilo que é o planeamento e dimensionamento de uma rede GSM.

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  • WiMax 802.16 a, d, e

    WiMAX – (Worldwide Interoperability for Microwave Access)

    Bandas de frequência: 10 a 66 GHz (LoS) e abaixo dos 11GHz (LoS e NLoS).

    Cenários de utilização:

    • Residential and SOHO High Speed Internet Access.
    • Small and Medium Business.
    • WiFi Hot Spot Backhaul.
    • Cellular Backhaul.
    • Public Safety Services and Private Networks

    Bandas de frequência abaixo dos 11 GHz (depende de país para país):

    • License-exempt 5.8 GHz Band
    • Licensed 2.5 GHz Band
    • Licensed 3.5 GHz Band

  • 802.11b

    Extensão ao modo original de DSSS (IEEE 802.11)

    Incluiu transmissão a 5.5 e 11 Mbps

    É compatível com o 802.11 DSSS original

    Usa os mesmos canais na mesma banda (2.4 GHz)

    Modulação: Complementary Code Keying  (CCK)

    Usa a mesma camada MAC definida originalmente.

  • Normas IEEE 802.11

     

     

    NORMA
    Descrição
    802.11
    Standard WLAN original. Suporta débitos de 2Mbps e 1Mbps
    802.11e
    Especifica os requisitos para fornecer qualidade de serviço, para todas os interfaces rádio WLAN abrangidas pelas normas IEEE 802.11.
    802.11f
    Recomendações que permitem melhorar a inter-operabilidade entre pontos de acesso (AP) sem fios de diferentes fabricantes.
    802.11h
    Define a gestão do espectro de frequências e controlo de potência na banda dos 5GHz, nas regiões da Europa e Ásia/Pacífico.
    802.11i
    Pretende resolver os problemas de segurança na transmissão associados aos mecanismos de autenticação e encriptação, introduzindo protocolos da família 802.1X, TKIP e AES.

     

    Débito Máximo
    Débito Outdoor (LOS)
    Débito Indoor
    Camada Física (PHY)
    802.11a
    54 Mbps
    30 m @ 54 Mbps  
    90 m @ 6 Mbps
    12 m @ 54 MBps
    90 m @ 6 Mbps
    Orthogonal Frequency Division Multiplexing (OFDM), 5 GHz
    802.11b
    11 Mbps
    120 m @ 11 Mbps
    460 m @ 1Mbps
    30 m @ 11 MBps
    90 m @ 1 Mbps
    Direct Sequence Spread Spectrum (DSSS), 2.4GHz
    802.11g(*)
    54 Mbps
    ??? m @ 54Mbps
    120 m @ 11 Mbps
    460 m @ 1Mbps
    ??? m @ 54Mbps
    30 m @ 11 MBps
    90 m @ 1 Mbps
    Orthogonal Frequency Division Multiplexing (OFDM), 2.4 GHz

    {include_content_item 526}

    IEEE 802.15™ Working Group for Wireless Personal Area Networks

    IEEE P1451.5™ Working Group for Wireless Sensor Standards

    EEE 802.20 Working Group for Mobile Broadband Wireless Access (MBWA)

     

    Incluiu cinco camadas fisicas (PHY)

    Frequency Hopping Spread Spectrum (FHSS)
    Direct Sequence Spread Spectrum (DSSS)
    Infravermelhos
    11 Mbps –  2.4 GHz
    54 Mbps – 2.4 GHz
    54 Mbps – 5 GHz

    Quatro normas:

    802.11 (3 primeiras opções em termos de PHY, 1 ou 2 Mbps))
    802.11a (5 GHz)
    802.11b (2.4 GHz)
    802.11g (2.4 GHz e 54 Mbps)
     

  • HiperLAN Wifi 802.11

    HIPERLAN – High Performance Radio Local Area Network.

    Existe a tipo 1 e tipo 2.
    HiperLAN/2 suporta taxas de transmissão até 54Mbit/s.
    A tipo 1 só permite taxas de transmissão até 20 Mbit/s.
    Foi especificada pelo ETSI. Uma oportunidade perdida para a Europa…..
    Suporta QoS, mecanismos de segurança e gestão de mobilidade.
    Capaz de funcionar em topologia de rede celular (via um AP) ou rede tipo ad-hoc (interligação directa dos terminais).
    A modulação usada é Orthogonal Frequency Division Multiplexing (OFDM) com várias sub-portadoras e também utiliza FEC.
    Usa TDD e dynamic TDMA.
    Dynamic Frequency Selection (DFS).
    Suporta Handover e contolo de potência

    HiperLAN 2:

    FFT size: 64.
    Number of used sub-carriers: 52, where 48 sub-carriers are used for data and the rest for pilots.
    Channel Spacing: 20 MHz.
    Sampling rate: 20 Msamples/s.
    Guard interval: 800 ns default mode corresponding to 16 time samples; 400 ns as an option.
    Sub-carrier modulation: BPSK, QPSK, 16QAM and optionally 64QAM.
    Sub-carrier demodulation: Coherent.
    Mandatory Forward Error Correction: a rate 1/2, constraint length 7 mother convolutional code (9/16 and 3/4 by code puncturing).
    Supported data rates: 6, 9, 12, 18, 27, 36, 54 Mbit/s.
    Interleaving: Block interleaving with the size of one OFDM symbol.
    5MHz frequency band.

  • Gerações 1G, 2G, 2.5G, 3G, 3.5G, 4G

    {include_content_item 526} Gerações de Comunicações Móveis

    Geração 1G
        Rede analógica

    Geração 2G
        GSM – Global System for Mobile Comunications

    Geração 2.5G
        Core Network (CN) dividido em dois dominios: CS e PS
        HSCSD – High Speed Circuit Switched Data   
        GPRS – General Packet Radio Services
        EDGE – Enhanced Data Rates for GSM Evolution

    Geração 3G   
        UMTS – Universal Mobile Telecomunication System

    1.        Heterogeneidade de Serviços (Serviços pouco tolerantes a atrasos e Serviços tolerantes a atrasos)
    2.        Rede Universal de serviços
    3.        Tecnologia de Acesso Multiplo – CDMA (FDD->W-CDMA – TDD->TD-CDMA)
    4.        1ª Fase – Suportar Trafego baseado em Comutação de Circuitos e Comutação de Pacotes
    5.        2ª Fase – all IP CN – Comutação de Pacotes
    6.        Deve permitir alocação assimétrica da LB entre UL e DL
    7.        FDD não é o mais adequado (porque o padrão de assimetria de trafego não é constante nem previsivel)
    8.        TDD – a usar no futuro – apropriado para trafego assimétrico (Trama dividida em slots facilmente realocados)
    9.        TDD de baixo ritmo
    10.       Rede de acesso é a UTRAN
    11.       Interoperabilidade com GSM
    12.       Separação entre sinalização e transporte (bearers)
    13.       HSDPA – Permitir a transmissão de pacotes a alto ritmo      
    14.       IMS – IP Multimédia Subsystem – permite a transmissão de dados e voz atraves de IP 
                                            
  • UTRAN

    Funções principais da UTRAN

    1. Fornecimento de cobertura rádio;  
    2. Funções de acesso global ao sistema;
    3. Funções de segurança e privacidade na rede de acesso;
    4. Funções de handover;
        Monitorização do ambiente radio;
        Decisão de handover;
        Controlo de macro diversidade;
        Controlo de handover;
        Execução de handover;
        Realocação de SNRS;
        Handover Inter sistemas;
    5. Funções de gestão e controlo dos recursos rádio;
        Set-up e terminação da portadora radio;
        Reserva e libertação dos canais radio;
        Alocação / de-alocação dos canais rádio fisicos;
        Transferencia de pacotes de dados sobre as funções rádio;
        Controlo de potência;
        Controlo de canal;
        Controlo e detecção de acesso inicial.

  • Termino da chamada pela rede

    Finalização da chamada pela rede

    1. A rede inicia o processo de desligar enviando uma mensagem para a MSC;
    2. A MSC reenvia essa mensagem para a BSS;
    3. A BSS utiliza o canal FACCH para informar o móvel que quer desligar;
    4. O móvel confirma o pedido e este é de novo reenviado para a rede;
    5. A MSC envia uma mensagem para o móvel a confirmar que a terminação foi efectuada.

  • Termino de chamada pelo móvel

    Finalização de uma chamada pelo móvel

    1. O móvel envia uma mensagem de desligar para a BSS utilizando o canal FACCH;
    2. Depois da MSC receber este pedido reenvia-o para a rede fixa;
    3. A rede fixa liberta os recursos a si associados e envia mensagem para a MSC;
    4. A MSC redirecciona a mensagem para o móvel utilizando de novo o canal FACCH.

  • Activação do IMSI

    Procedimentos para activação do IMSI
    (International Mobile Subscriber Identity)

    1. Ligar o móvel;
    2. O móvel envia no RACH um pedido para a BSS;
    3. A BSS atribui-lhe um canal SDCCH enviando um AGCH no retorno;
    4. O móvel envia um SABM com a informação do serviço solicitado;
    5. O móvel envia um pedido de activação do IMSI no canal SDCCH para a BSS que por sua vez é rdireccionado para a MSC/VLR;
    6. A VLR confirma o pedido da MSC e esta para a BSS e estação móvel;
    7. A MSC envia um pedido de limpeza dos canai;
    8. O móvel liberta os canais de sinalização que tinha com a BSS;
    9. O móvel informa que libertou os canais;
    10. A BSS informa ao MSC que a limpeza foi realizada com exito.

    A descativação do IMSI é a operação inversa e inicia-se quando o móvel é desligado ou quando se lhe retira o SIM.

  • Procedimentos para solicitação de um serviço

    Solicitação de serviço

    1. O móvel usa o RACH para solicitar um serviço;
    2. O móvel envia uma mensagem com 3 bits que indicam a razão do pedido;
    3. O móvel envia uma mensagem com um número aleatório de 5 bits;

    4. Se o pedido não for satisfeito num tempo determinado, o móvel repete-o até ser atendido;
    5. Depois da BSS receber responde ao móvel com o mesmo número aleatório no canal ACGH e atribui-lhe um canal SDCCH;
    6. O móvel envia uma mensagem SABM (Set Asynchronous Balanced Mode) com a mensagem inicial que identifica o tipo de serviço solicitado; (se for uma resposta a um paging o móvel fornece um RIL3-RR paging response)
    7. Em resposta à SABM a BSS devolve uma mensagem UA (Unnumbered Acknowlegde);

    8. A BSS solicita uma ligação à MSC (SCCP);
    9. A MSC responde a este pedido com uma mensagem de confirmação.

     

  • Procedimentos para actualização da localização

    Actualização da Localização

    1. O móvel é inicializado num LA diferente daquela no qual se desligou (ou mudou de LA);
    2. O móvel solicita um canal de sinalização (RACH ->SDCCH(AGCH));
    3. O móvel solicita à BSS e por sua vez à MSC uma actualização da localização;
    4. Esta mensagem contem a localização anterior assim como o TMSI do móvel;
    5. A MSC alerta a VLR para actualizar a localização;
    6. A VLR contacta o HLR;
    7. O HLR envia o resultado para a VLR que o confirma à MSC;
    8. Se o resultado foi aceit, esta informa o móvel da aceitação da nova localização;
    9. Senão informa-o da rejeição, que pode ser devida a:
        Cliente desconhecido
        Área desconhecida
        Não permissão de roaming
        Falha no sistema
    10. A MSC solicita à BSS e ao móvel para libertarem os canais utilizados.

  • Procedimento para chamada iniciada no móvel

    Chamada iniciada no móvel

    1. O móvel envia pedido de chamada no canal RACH (depois de carregar no botão de chamada);
    2. A BSS responde via AGCH identificando qual o SDCCH a usar pelo móvel;
    3. O móvel usa o canal SDCCH para enviar o SABM que identifica qual o serviço solicitado;
    4. A BSS confirma a recepção desta mensagem via UA;
    5. Se o móvel está ligado à MSC esta envia um pedido de serviço à VLR
    6. A VLR pode ou não solicitar a autenticação do móvel e proceder à encriptação dos dados;
    7. O móvel informa a rede acerca do número que quer contactar;
    8. A MSC solicita à VLR a autorização para realizar a chamada;
    9. Se for confirmada a MSC informa o móvel que está a proceder à chamada;
    10. O móvel confirma solicitando um canal de tráfego TCH;
    11. A MSC envia no canal de tráfego TCH atribuido, o tom de chamada;
    12. O chamado atende o telefone, a MSC informa o móvel que confirma o evento e a conversa começa.

  • Procedimentos da chamada terminada no móvel

    Chamada GSM terminada no móvel
    Utilizador fixo -> Utilizador móvel

    1. O sistema solicita à MSC que realize uma chamada para um determinado número móvel;
    2. A MSC solicita ao VLR a informação acerca da área do móvel e do seu TMSI (Temporary Mobile Subscriber Identity);
    3. Se o utilizador pode receber a chamada a VLR envia esta informação à MSC;
    4. A MSC envia para a BSS dessa zona um pedido de paging para esse TMSI;
    5. A BSS envia uma requisição no canal de paging PCH;
    6. O móvel responde ao paging com RACH;
    7. A BSS atribui ao móvel um canal SDCCH para partilha de informação;
    8. A MSC confirma o TMSI do móvel na VLR;
    9. Se este for válido inicia o procediemnto de codificação das mensagens;
    10. A MSC envia mensagem para o móvel sobre o set-up da chamada, nº de utilizador, etc;
    11. O móvel aceita o set-up, o caminho está implementado e o utilizador fixo recebe o tom de chamar;
    12. O móvel começa a tocar porque lhe foi atribuido um TCH;
    13. Quando o móvel aceitar a chamada é enviada uma confirmação e inicia-se a conversação.

  • Mecanismos de autenticação

    Autenticação

    A autenticação do móvel pode ocorrer sempre que o operador assim o solicitar, quer seja porque o móvel está a solicitar um serviço ou a cada actualização da posição.

    1. O VLR solicita ao HLR o envio de parâmetros;
    2. O HLR slicita ao AUC a mesma informação;
    3. O AUC envia o valor aleatório RAND, SRES e chave de codificação;
    4. O HLR envia esses valores para o VLR;
    5. O VLR envia esses valores para a MSC;
    6. A MSC envia o valor de RAND para o móvel;
    7. O móvel utiliza o valor de RAND e utilizando os mesmos algoritmos da AUC calcula o valor de SRES e da chave de codificação;
    8. Envia a seguir o valor da SRES para a MSC;
    9. A MSC compara a SRES do móvel com a SRES do AUC;
    10. Se forem iguais devolve uma mensagem para o móvel a confirmar que aceita o serviço;
    11. Seguida de uma mensagem de autenticação completa para a VLR;
    12. Se os SRES forem diferentes envia uma mensagem de negação de serviço para o móvel.

     

    Os algoritmos e as chaves de autenticação e encriptação nunca são transmitidas na interface rádio para evitar a sua captura por intrusos.
    A3 – Autenticação
    A5 – Encriptação/Desencriptação
    A8 – Gera chaves para processo de encriptação

    O número PIN e o PUK previnem o uso indevido de equipamento móvel na rede (ex: móvel roubado).

    Cada bloco de 114bits transmitido é encriptado com uma chave (Kc) de 64bits, no lado do receptor é feita a operação inversa.

  • Sinalização nº 7 SS7

    O sistema de sinalização nº7 – SS7 facilita a transferência de informação, de assinantes de outros operadores, entre os diferentes operadores. Permite a interconecção entre outros operadores GSM estrangeiros desde que possuam acordos de roaming.

  • Acesso à rede GSM

    Modos:

    Devido à escassez de espectro um móvel não tem a si associado um TCH continuamente, os TCH's são atribuidos ao móvel de acordo com o seu estado (que pode ser Dedicado ou Inactivo).

    Modo Dedicado – Um móvel está em modo dedicado quando tem a si associado um canal fisico de transmissão, ou seja um TCH, toda a sinalização utilizada neste modo é dedicada ao móvel daí se chamarem canais dedicados.

    Modo Inactivo – Sempre que o móvel não tem uma ligação ponto a ponto com a estação base, ou seja um TCH, ele está em modo inactivo, no entanto o móvel não está desactivado, ele está continuamente a realizar operações de medida do sinal, à escuta de sinais de paging, etc.

    O móvel passa do modo inactivo ao modo dedicado utilizando os canais comuns (CCCH).

    ————————————-

    Canais:

    Para um móvel aceder à rede e começar a operar, necessita dos seguintes canais lógicos:

    1. FCCH, SCH, BCCH (Downlink)
    2. PCH, AGCH (Downlink)
    3. RACH (Uplink)

    FCCH (Frequency Correction Channel), SCH (Synchronization Channel), BCCH (Broadcast Control Channel) – Realizar o sincronismo com a rede e obter as informações necessárias.

    PCH (Paging Channel), AGCH () – Informam o móvel de possiveis chamadas para ele.

    RACH (Random Access Channel) – Pedido de acesso à rede – utilizado pelo móvel para solicitar atribuição de recursos da rede, ou em resposta a um PCH.

    ————————————–

    Sequência de operações:

    Quando se liga um móvel (botão Power), são realizadas as seguintes operações:

    1. Sincronização em tempo e frequência com a rede
    2. Acesso à rede para se registar
    3. Detecção de recepção de chamadas
    4. Realização de uma chamada

    1. Sincronização em tempo e frequência com a rede:

    • Quando se liga o móvel, este irá percorrer as frequências alocadas no seu SIM de modo a detectar a melhor portadora.
    • Seguidamente o móvel irá tentar descodificar uma sequência de zeros, contida no FCCH, mal esta sequencia é detectada pode ser adquirida com um erro de 1,625/24MHz (sincronismo grosso).
    • O sincronismo é estabelecido e o móvel declara a posição C0T0.
    • O móvel espera pela próxima trama para descodificar uma sequência conhecida de 64bits (sequência de treino da trama de sincronismo SCH).
    • As próximas 4 tramas BCCH inclui informação como o código do país, da rede, das frequências que a célula está a utilizar e informação das células vizinhas.
    • TEMOS O MÓVEL SINCRONIZADO E COM INFORMAÇÃO DA REDE.

    2. Registo do móvel na rede.

    • O móvel utiliza o canal RACH para enviar pedido de registo
    • O sistema informa o móvel de qual o SDCCH a utilizar através do AGCH
    • O registo é efectuado por troca de informação no SDCCH/SACCH
    • O MÓVEL PODE EFECTUAR UMA CHAMADA OU MONITORIZAR OS CANAIS DE PAGING À ESPERA DE UMA CHAMADA

    3. Detecção de uma chamada

    • O móvel monitoriza o canal de paging PCH
    • A rede realiza a chamada pelo canal de paging PCH
    • O móvel detecta esse sinal e envia através de RACH o pedido de canal de transmissão
    • O sistema associa a móvel um SDCCH para troca de informações
    • Depois o sistema alocará ao móvel através do SDCCH um canal de TCH
    • O MÓVEL PODE TRANSMITIR

     
    4. Realização de uma chamada

    • O móvel envia um pedido via RACH
    • O sistema atribui um SDCCH via AGCH
    • A informação correspondente à chamada é trocada via SDCCH
    • O TCH é atribuido ao móvel via SDCCH
    • O MÓVEL PODE COMUNICAR